colorido indecifrável

  1. Sono necessário, sono inútil: divagação. Pessoa fantasma.  Entra e sai cinzento. Por dentro colorido. Ele se esconde e se assusta … Gelo fogo água. Terra seca vento, e falta de ar. Quero outono quero frutas. A criança menino se aconchega nos próprios braços. Pensa na mãe e segura o embalo. A mala segue encostada na parede, esparramada, remexida. Desordem, uma solução. Não consigo chegar. Olho sem ver sem estar …, sou passagem. Indefinido estado de chegar. Emocional indecifrável: desordem. Caos transitório. O que importa? Não estou neste lugar, nem este lugar está em mim. Ainda não cheguei. Talvez, nem fique. Sim, talvez eu não precise ficar. Enquanto os brinquedos estão esparramados pelo chão uma presença. Não sei  quem é, mas vai acontecer colorido … De repente eu volto para mim.
  2. Associações e sensações. Sentimento experiência, e quase um nada. Leituras se misturam andarilhas. Tanto a ser recolhido destas ruas, destes olhares e desta chuva. E, eu te digo, estaremos sempre na roda. Não importa o  distante do lago, nem o arvoredo, nem o quanto a vida seja pacata vital, sentado num café da esquina tu esperas.
  3. Poderia ele, nessa crise da alma, começar a perder o juízo? E poderia, em sua demência, fugir para bem longe, percorrendo a metade do mundo, esquecendo que quem foge às pressas não consegue esquecer o que deixou para trás?” (p.75)
  4.  E seremos tu e eu embora distantes um do outro, embora eu lembre do menino, e de um tempo tão grande que eu fui  menina distraída, e nesta distração descuidada…, seremos estranhos e íntimos. Sabes o que eu penso? Que não morreremos. Eu vou te olhar e tu vais tocar no meu rosto.
  5. […] a grande questão de  como o mundo se juntou, não apenas como o Oriente fluiu para o Ocidente, e o Ocidente para o Oriente, mas como o passado moldou o presente, enquanto o presente mudava nossa percepção de passado do passado, e como o mundo imaginado, o campo dos sonhos, da arte, da invenção e, sim, da fé, extravasou para o outro lado da fronteira que o separava do mundo cotidiano,’real’, em que os seres humanos erroneamente acreditavam viver.”(p,73)
  6. Todas as reflexões soltas ou amarradas na memória de cada um em particular segue um curso/ rumo, uma leitura aos soluços, gaguejante, incompreensível para quem busca linearidade. Enquanto escrevo vou mesmo aos saltos, digo sem completar, sem …, pois é, sem que tu possas entender, ou como naquele sorriso nascente, alguém  já disse explicou que era meio esquisito isto tudo que eu escrevia, não dava para entender…., divagações românticas, azuis ou esvaziadas. Falta um pedaço, uma explicação, o enredo, a história. Falta a experiência, pode ser? Elizabeth M.B. Mattos – agosto menos frio, com chuva. Madrugada acordando insistente. 2018  – Torres
  7. Citações do  livro  JOSEPH ANTON Memórias de  SALMAN RUSHDIE

    Duas almas perdidas no continuum desabrigado dos desalojadosEles seriam seus protagonistas” (p.75)  ou

    “Como narrar as histórias de um mundo desses, um mundo em que o caráter do homem já nem sempre era seu destino, em que a sina desse homem podia ser determinada não por suas próprias escolhas, e sim pelas de estranhos, em que a economia, ou uma bomba, podia ser o destino?” (p.74)

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