romance

Romance no meu pensamento – lembrança. Exatamente na hora de trancar / fechar a  caverna. Empurro a pedra. Sozinha não consigo. Teoria da teoria. Inútil estudar, saber ou não saber. Acometida de …, como explicar a angústia inexplicável. Olhar carinho beijo ou abraço, paciência, destas coisas necessito, não dos livros.  Um dia eu não vou ser mais ouriço, vou ser esquilo, ou mansa atenta generosa. Imagino. Fico a imaginar como seria bom ser completa, alegre, feliz. Escorrego. Talvez esta bandida idade de envelhecer, talvez o frio dos ossos, da pele, talvez esta gana de viver estes desejos inteiros mordidos, ardidos.  Talvez seja este cinzento inquieto, ou mesmo esta piação dos passarinhos no jasmineiro … Esta primavera a chegar, e a falta de sono e este pensar em ti que não se acomoda, não te esquece, não te toca, mas te sente. …, não fala, escreve diz  o amigo.

je suis le cahier bonito

Ser plural … ser tantos e tantas que posso ficar nenhum/ nenhuma. E depois desta anulação toda a vontade de nascer (ou renascer), e te encontrar inteira / inteiro. Escutar da tua voz aquelas coisas dizeres palavras generosas inconsequente amoroso. Agarrar aquilo tudo nas mãos e nunca mais soltar. A vida, se vida é isso que sinto tem urgência com cheiro, pele, desejo, sexo e fala. Falas e falas e som …, uma ciranda interminável. Depois o desejo de silêncio. Este silêncio cheio tomado ruidoso a transbordar vozes e, … sou eu, outra vez, a querer escrever escrever e te dizer, pular a proibição, ou qualquer olhar de censura. Qualquer coisa que impeça de tu seres tu e eu ser eu. Elizabeth Mattos – setembro de 2018 – TORRES

Os romances nunca são totalmente imaginários nem totalmente reais. Ler um romance é confrontar – se tanto com a imaginação do autor quanto com o mundo real  cuja superfície arranhamo com uma curiosidade tão inquieta. Quando nos refugiamos num canto, nos deitamos numa cama, nos estendemos num divã com um romance nas mãos, nossa imaginação passa a trafegar o tempo todo entre o mundo daquele romance e o mundo do qual ainda vivemos. O romance em nossas mãos nos leva a um outro mundo onde nunca estivemos, ou que nunca vimos ou de que nunca tivemos notícias.  Ou pode nos levar as profundezas ocultas de um personagem que, na superfície, parece semelhante às pessoas que conhecemos melhor.” (17-18) Orpnan Pamuk – A MALETA DE MEU PAI

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