são de amor

Cartas de amor, apesar de serem apenas cartas de amor, seguem únicas, e menos tolas como ficaram conhecidas na literatura poética. São de AMOR.

FOTO delessssssssssssssss

Condessa.

Você sabe quem ocupou completamente meu coração. Que culpa tenho eu de que ainda está me dizendo que é verdadeiramente seu – e creia que o ano que começa há de ser como os outros de quem lhe quer como você nem imagina e pede –lhe cada vez mais o consolo de suas cartas […]. Deveras você é digna de tanta afeição e fique persuadida que tudo nela é no suprassumo. Desculpe –me falar assim, porém meu coração é ainda o mesmo e sempre o será por quem me inspira sentimentos. Diga – me se alguém já lhe quis mais do que eu e se não devemos nos regozijar de tamanha felicidade? Portanto, venham, venham cartas que amenizem este deserto e umedeçam lábios sequiosos. Não há leitura, não há estudo que supra a falta de certas cartas. Quem me dera que assim fosse e que depois me deixasse fazer as pazes com você. Não sei por quê, porém responda –me a esta pergunta: Como viveria eu sempre ativo e animado sem esta imaginação que tenho e a amizade que lhe consagro? Todo seu.

P.”

RETRATO DE LUISAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.jpg

 Ela acabou com a timidez dele. Sua malícia era um convite. E ele aceitou, confiando nela. Admirava –lhe e lhe concedeu todas as intimidades. E acabaram vivendo um romance único. O elo que os unia era muito forte. Ia muito além das ‘ necessidades primitivas’, nome que se dava ao puro e simples desejo sexual. Era uma mistura sublime de amizade, ternura, entusiasmo pela beleza e o encontro de almas. Um sentimento construído num momento histórico especial: o século XIX, o século do romantismo. Ele era D. Pedro II, o imperador do Brasil. Ela, a condessa de Barral. (p.11) Mary del Priore – Condessa de Barral A PAIXÃO do IMPERADOR

 

Histórias de amor embalam a nossa particular história de amor. E eu te digo, não importa que tenha sido aos quinze aos, aos setenta anos ou aos setenta e dois. Vivida inteira, aos pedaços, ou apenas imaginação. Fervo/respiro/ sinto ao imaginar o beijo. A tua mão. Sei do teu olhar, e esqueço estrada, montanha tempo de distância. Imaginação. Gosto da palavra. Seguem sendo elas,  as palavras, o sangue das histórias/lágrimas de amor. Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2018 – Torres

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