trivial

…sim, é o que penso, ou sinto, nem sempre digo. Amanhã, na batalha, pensa em mim  título síntese. Ou nada, sempre, fomos JAVIER MARÍAS. Alguns/ certos autores, não digo, nem escrevo penso, transcrevo. É o jogo. “Nós nos envergonhamos de coisas demais, de nosso aspecto e crenças passadas, de nossa ingenuidade e ignorância, da submissão ou do orgulho que outrora mostramos, da transigência e da intransigência, de tantas coisas propostas ou ditas sem convicção, de termos nos apaixonado por quem nos apaixonamos e termos sido amigo de quem fomos, as vidas frequentemente são traição e negação contínuas do que houve antes, adultera – se e deforma -se  tudo conforme vai passando o tempo, e no entanto continuamos tendo consciência, por mais que nos enganemos, de que guardamos segredos e encerramos mistérios, embora a maior parte seja trivial. Como é cansativo mover -se na sombra ou, ainda mais difícil, na penumbra nem uniforme nem igual a si mesma, para cada pessoa são umas as zonas iluminadas e outras as tenebrosas, vão variando seu conhecimento, os dias, os interlocutores, as ambições, e nos dizemos constantemente: ‘ Já não sou o que fui, dei as costas a meu antigo eu'” (p.230-231) Javier Marías outra vez, outra vez. E as leituras se completam. Seu Rosto Amanhã, a trilogia, se esparrama nas muitas citações. Como pude esquecer que este livro … bem, este tu podes ler, por favor, sem saudade. Amanhã. Não me esquece. Elizabeth M.B.Mattos – setembro 2018 , – não sei nada de nada. Aprendi a lição de ler em ti o que sou. Somos.

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