tempo suspenso

Uma segunda-feira cinzenta de chuva forte (como eu gosto) e raios e trovões e tarde escurecendo. Quando morava em casa as sensações de estar/pertencer a natureza eram maiores. E podia me encharcar inteira naquele gozo prazer. Barulhada no estômago. E volto no tempo de pensar o tempo do Rio grande do Sul tão avesso ao que vivi no Rio de Janeiro! Diferente da rua Vitor Hugo, em Porto Alegre e daquelas embaralhadas lembranças.

Existe um tempo suspenso, interno, que tudo determina num estranho repetir, repetir, repetir …, se me pergunto o motivo destas questões não resolvidas caio naquele poço da Alice no País das Maravilhas. Não existe coelho, tempo, chá, nem estou com avental branco … apenas a queda e o buraco se assemelham. Como ela, durante a queda, vou espiando/vendo curiosidades. Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2018 apenas registrando a chuva e a saudade de escutar a voz do meu pai e da minha mãe. Eu, de natureza arredia e desconfiada, espiava. Demorei a sair de casa, do convívio deles, assim mesmo, eu me pergunto, aonde o tempo? E aonde nos escondíamos os três.

2 comentários sobre “tempo suspenso

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