nova esta vida lenta laboriosa e quieta

Deves perfumar limpar catalogar a beleza do espaço-casa que definiste/idealizaste como teu. Posse completa com sabor/gosto de mel. De modo estranho/vago, fico a pensar na minha na tua e na dela …, vidas. Complementar. O tempo de viver se esfarela neste é meu, é teu, é nosso, era. Foi meu, não será mais, ainda é …, ou não. Lamentável! Não serei/será. Nem teu, meu nem nosso. Imaginação, quase um equívoco. Finalmente chegaste/voltaste para dentro da vontade gulosa de querer e possuir. Eu posso. Poder tem raízes, floração e desdobramento. Absolutamente eu. Por que te escrevo estas coisas? Pura e absurda inveja. Simples assim. Eu, eu te invejo tanto, e muito, desarrazoadamente. Ás vezes saio de dentro da minha desordem tão particular e absoluta, quase que absurda e fico a imaginar como seria ser outra pessoa noutro lugar, e feliz do jeito e maneira que és feliz. Com esta alegria toda eu te vejo debaixo do toldo, regando plantas, abrindo e fechando venezianas para o céu, arejando o perfumado refúgio que escolheste para envelhecer. Elizabeth M.B. Mattos – outubro de 2018 – Torres

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s