Ainda Orhan Pamuk

Por que a visão de um homem chorando nos comove tanto? O pranto de uma mulher é uma parte dolorosa e aflitiva da nossa vida cotidiana, e sempre vemos esse espetáculo com compaixão e ternura. No entanto, não sabemos o que fazer quando quem chora é um homem. Supomos que alguma coisa terrível tenha acontecido – esse homem deve ter chegado ao fim das suas forças, ao limite das suas capacidades, como nos sentimos perante a morte de uma pessoa amada. Ou então é que existe no universo dele alguma coisa que destoa do nosso, alguma coisa extremamente perturbadora e até aterrorizante. Todos já sentimos o espanto e a angústia de encontrar alguma área nova e desconhecida num rosto familiar – uma terra ignota nem mapa que imaginávamos conhecer perfeitamente. ” (p.327 Orhan  Pamuk)

 

Ainda tuas lágrimas. Teu espanto, e proximidade ausente. Hoje o pacote com o livro. E eu me surpreendo com este 1967 e toda a simplicidade da memória que foi tua e minha.

Acordo e me proponho a escrever cumprindo o que poderia ser destino/vontade ou qualquer sentimento adequado. O choro fica amarrado inútil porque não me salvaria. Releio leio o necessário. E qualquer depoimento sincero único de repente, num repente, fica/está/será apertado entre lembranças amorosas e perdidas. Quero chorar tudo e muito, e ao mesmo tempo, quero antes resistir e fazer acontecer insone estas 99 horas de um dia seguindo a magia do sonho do número e da verdade. Cristalizar a verdade em palavras escritas. Beth Mattos – Torres – 2018

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