frio de novembro

Não sei exatamente qual o ponto mais apertado, … uma pedra, uma dor! Um cinzento amolecido, quebrado. Ausência. Mistura agitada, desconfiada do horizonte. Beleza consumida pelo frio gelado deste nada. Zerada por dentro. Bom seria esvaziar gavetas, rasgar cadernos, fogo. Colocar na boca da lareira, acompanhar labaredas. Aquecer. Uma casa inventada. Tempo. Tempo enorme! Frio. Bastante frio. Cheiro de inverno. Este frio entra pelos pés, o gelo da terra. Os dedos congelam. O nariz. As bochechas vermelhas. A menina se encolhe. Desconfiança incontida. E a leveza da infância desaparece. Estamos em novembro. Elizabeth M.B. Mattos – 2014 – Porto Alegre

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