quando engoli perguntas

Droga! Indigestão. Contar e perguntar lava o passado, alveja, perfuma a vida. Danadas lembranças/memórias se abrem expostas, machucadas. E tudo empurro… Há de haver um buraco bem grande para se enfiar com elas, e depois volto ilesa. Viver é tão bom! Estou com Günter Grass “Porque e também aquilo tem de ser lembrado. Porque poderia faltar alguma coisa petulantemente dando na vista. Porque quem foi que e quando foi que caiu no poço, e isso quando já era tarde demais: meus buracos tamponados apenas mais tarde, meu crescimento irrefreável, minhas relações linguísticas com objetos perdidos. E também este motivo de ser mencionado: porque quero sempre ter a última palavra.

A recordação ama o jogo de esconde-esconde das crianças. Ela se escafede. Inclina-se a embelezar as coisas e gosta de enfeitar, muitas vezes sem motivo. Ela contraria a memória, que se mostra pedante e, quizilenta, quer ter sempre razão.” (p.10) Nas peles da cebola – tradução de Marcelo Backes, Record, 2007 – Rio de Janeiro

eu foto do joão

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