cronologia

Seguras minha mão. Passo apertado, não correndo, atravessamos corredores e corredores… Procuro o talvez possível do futuro. Em seguida, volto a revirar nas gavetas os anos precoces… Do corredor, da areia, do mar… O que houve antes disso? O que houve depois? E tu olhas nos meus olhos. Vejo nos teus curiosidade. Quando se trata de tempo, eu tenho de admitir o fim pontual. Tocaste a campainha bem / tão mais tarde, e não foi no Morro da Viúva, mas na rua Marquês de Pinedo, Laranjeiras, perto do Palácio da Guanabara. E já não lembras… Quanto mais velha fico, tanto mais frágil se torna para mim a  cronologia. Tenho certeza que eu te vi, com amigos, rindo, do jeito teu, esparramado… A lua e o entardecer enlouquecem a memória. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2019 – Torres

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