o que não vais ler, posto que me confesso

Estou com enorme preguiça de te dizer as coisas que não vais ler. Tu estás fechado, trancado, atento, mas feliz. Ah! Viver é tão desconfortável! Tudo aperta: o corpo exige, o espírito não pára e a lagoa se contradiz, o silêncio não importa e te desejar, ou querer, significa tão pouco. Estou no meio de uma obra, os cabelo com caliça, os olhos ardem. E o corpo espicaçado. Trabalho sério, real, te amar. E é tão pequeno! E como pesa! É apartado? Pois fui dormir e sonhei: um lago majestoso / enorme, e era mais verdade ainda do que te escrevo: era sem medo. Logo tudo voltou para o nada… Tudo acabou, mas o que te escrevo continua, por que não me queres, cheguei tarde, cheguei depois da hora.

Meu querido, o melhor ainda não te escrevi, está nas entrelinhas. Hoje é sábado e é feito do ar mais puro. Estou sem orgulho nenhum: O que te escrevo é um isto fantasia. Não vai parar: continua. Olha para mim e me ama. Não: tu olhas para ti e te amas. É o que está certo. O que te escrevo continua e estou enfeitiçada. Serei tua em todos os lugares serei tua… escandalosamente tua. Elizabeth M.B.Mattos – março de 2019 Torres com Clarice Lispector dentro de mim.mesa preta com ibere camargo

 

 

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