amorosidade

Pseudônimo

1.

Não lembro bem como nos encontramos: os textos deram as mãos. Vontade de ser livre, pessoa, idade, mutação. Lembro de ter sido alegre acaso. A rede nos segurou. Prendeu ao mesmo tempo. Estamos amarrados um ao outro mesmo quando não nos falamos. Alguma coisa mágica nossas mãos, e guardo o olhar. Eu te penso todos os dias A.

Perto do meio dia: tinhas que sair, buscar um neto, ou filho, posso errar. A história veio devagar com descasos; retomadas. Conversa longa, outra apressada. No tempo, guardada. Tratamos de rir. Faz dois anos, ou três: enorme este um, dois e três. Sempre. Torres se atravessa. Eu distraída. Tu menino. Inverto. Escondo. Volteio no prazer de lembrar… Lágrima seca. Tentamos, tu e eu, agarrar a juventude, liberdade. Atrapalhada, escondida memória, a minha. Brejeira, tímida, alegre, a tua.

2.

Atrás de um pseudônimo, escreves. Eu exibida logo a me mostrar. Brincadeira nova de voltar, reconhecer, agarrar e perguntar. Imaginar. Já eu a curiosar…  Quero saber. Encabulados ou medrosos. Amarrados. Risadas e sorrisos escritos. Expectativa. Talvez seja sempre assim quando masculino e feminino se encontram: livres e compromissados. Sou dos saudosos anos sessenta, sessenta. Ser jovem, céus! Dificuldade de explicar como éramos jovens naquele tempo. Esbarrar um no outro não era, necessariamente, se comprometer. Ou era? Eu queria ser moderna. Entender amigos e amigas. Afetos. E permanecer abrigada nas certezas. Entendo a gurizada: relações abertas, comprometidas sem ser, remexidas e prazerosas. Eles se mostram como são, sem medo. Ou ao contrário, ousam, assumem. Se o medo chegar, recuam, mas o desencontro, o fato, já virou passado e ponto. Depois. Mais tarde, outro dia já é futuro. Recuei antes sempre antes, e deste jeito canhestro, esquisito estacionei no tempo de segurar a palavra. E o vento levou… quantas alusões, paixões apaixonadas, trabalho, recomeçar. As mãos mudaram, os dedos não são os mesmos, apenas no sono do sonho voltamos. A pensar, reencontrar o amigo, o amante de amor, o passado, a ideia de ser outra vez aquela que fui. De certa forma, seria / ou é rejuvenescer no outro. O completo, a certeza fica incerta olho no olho. Eu, não sei como eu sou. Eles avançam, e recuam e se sabem, os jovens de 2019. Não nos imaginamos com oitenta anos, nem com noventa porque somos os mesmos de antes, jovens. Vontade de te ver. Teremos que fazer acontecer. Eu te espero, meu amigo. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2019 – Torres

Pseudônimo

1.

Não lembro bem como nos encontramos: os textos deram as mãos. Vontade de ser livre, pessoa, idade, mutação. Lembro de ter sido alegre acaso. A rede nos segurou. Prendeu ao mesmo tempo. Estamos amarrados um ao outro mesmo quando não nos falamos. Alguma coisa mágica nossas mãos, e guardo o olhar. Eu te penso todos os dias A.

Perto do meio dia: tinhas que sair, buscar um neto, ou filho, posso errar. A história veio devagar com descasos; retomadas. Conversa longa, outra apressada. No tempo, guardada. Tratamos de rir. Faz dois anos, ou três: enorme este um, dois e três. Sempre. Torres se atravessa. Eu distraída. Tu menino. Inverto. Escondo. Volteio no prazer de lembrar… Lágrima seca. Tentamos, tu e eu, agarrar a juventude, liberdade. Atrapalhada, escondida memória, a minha. Brejeira, tímida, alegre, a tua.

2.

Atrás de um pseudônimo, escreves. Eu exibida logo a me mostrar. Brincadeira nova de voltar, reconhecer, agarrar e perguntar. Imaginar. Já eu a curiosar…  Quero saber. Encabulados ou medrosos. Amarrados. Risadas e sorrisos escritos. Expectativa. Talvez seja sempre assim quando masculino e feminino se encontram: livres e compromissados. Sou dos saudosos anos sessenta, sessenta. Ser jovem, céus! Dificuldade de explicar como éramos jovens naquele tempo. Esbarrar um no outro não era, necessariamente, se comprometer. Ou era? Eu queria ser moderna. Entender amigos e amigas. Afetos. E permanecer abrigada nas certezas. Entendo a gurizada: relações abertas, comprometidas sem ser, remexidas e prazerosas. Eles se mostram como são, sem medo. Ou ao contrário, ousam, assumem. Se o medo chegar, recuam, mas o desencontro, o fato, já virou passado e ponto. Depois. Mais tarde, outro dia já é futuro. Recuei antes sempre antes, e deste jeito canhestro, esquisito estacionei no tempo de segurar a palavra. E o vento levou… quantas alusões, paixões apaixonadas, trabalho, recomeçar. As mãos mudaram, os dedos não são os mesmos, apenas no sono do sonho voltamos. A pensar, reencontrar o amigo, o amante de amor, o passado, a ideia de ser outra vez aquela que fui. De certa forma, seria / ou é rejuvenescer no outro. O completo, a certeza fica incerta olho no olho. Eu, não sei como eu sou. Eles avançam, e recuam e se sabem, os jovens de 2019. Não nos imaginamos com oitenta anos, nem com noventa porque somos os mesmos de antes, jovens. Vontade de te ver. Teremos que fazer acontecer. Eu te espero, meu amigo. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2019 – Torres

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