ouve o silêncio

Não deveria estar acordada, já quase amanhece. Intranquila escrevo.  Afundo no instante subjugada. Aplaco e aquieto o coração.

Limpar, arrumar, cozinhar ou lavar.  Volto a imaginar. A vida se fecha num abraço ou num beijo. Aguda dor. Um rasgo. E o tempo, a hora, o instante…  O mar salga desejo, molha meu corpo.

Volto para a janela. Tenho me perdido nas palavras, no jeito de dizer.

Quanta poeira escondida!

Atenta ao outro lado da rua, esqueço… Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2019 – Torres

Ouve-me, ouve o silêncio. O que te falo nunca é o que te falo, e sim outra coisa. Capta essa coisa que me escapa e no entanto vivo dela e estou à tona de brilhante escuridão.” (p.14) Clarice Lispector  Água Viva 

Ela escreve arrastando o coração. Daquelas leituras incompletas e inquietantes, não definidas. Clarice no poder de espicaçar e pisotear acerta o prazer. Constrói outro mundo, pinta e entrega o segredo de desvendar.

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