morte norte

Se eu pudesse dizer, se eu pudesse abrir aberto este desejo fechado… Estaria, ainda uma vez, solta e livre. Olhos frestados, adormeço.

Lenta, lentamente, desço as escadas do viaduto, ao lado da igreja. Embarco, sem bagagem, no último ônibus. Sigo / vou rumo ao mar, aquietada desta saudade doente. E não estarás lá. Não estarás. Então, como me pedes, esqueço, não penso, adormeço.

Escondida nas letras, possíveis palavras. Caminho no escuro, possibilidade impossível. O o tempo inquieto espera. Tu e eu não esperamos, inquietos no tempo, olhamos através/pelo aberto olhar triste… Já passou. Outra vez a fechadura arrombada. Larga memória de uma lágrima.

Quando eu te escuto a ler poemas pelo fio, eu te vejo nas palavras. Ouço pela metade, escuto o aperto da tua dor. Quando te escuto, ouço o feitiço. Tua voz agarrada ao passado fechado, sem presente, sem fita nem surpresa… Elizabeth M.B. Mattos – outubro de 2006

 

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