não culpo o frio

Nada. Não culpo o frio, mas o nada. Ou será o frio a encolher por dentro. Vida de volta a caverna. E a cama um atrativo insubstituível de quentura. E o corpo se acomoda em baixo das cobertas! A cabeça se esvazia. Já não é como antes na calçada, amanhã volta o quente, uma gangorra de superação. Haja saúde! Exercício de academia, da bicicleta a corrida. Da corrida a respirar, com música, sem música, com ritmo, sem ritmo, entre exausta e estimulada. Depois eu me penso insatisfeita: onde o cuidado, ou a certeza de avançar. Cautelosa? Não. Informações asfixiam, não há tempo, tudo acontece ao mesmo tempo. Sou o tempo da notícia era lenta morosa, e chego filtrada. Sem maratonas! Sem voz. Pátio / quintal, casa e interioridades. A cada um descobrir seus limites, não há sossego. Rodeada de pessoas, projetos e sombras. O vento tira tudo do lugar! E o sol escorrega na chuva. Não. Não consigo. Democratizar a palavra…Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2019 – Torres

 

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