Livre-Arbítrio em tempo nublado

Difícil questão.  Sim temos Livre Arbítrio que / acredito, mas (sempre as mesmas coordenadas adversativas: mas, contudo, todavia) há um toque incerto de que exista / ou possa ser livre. Tudo fica mais por conta do destino designado. Resposta confusa.  Existe escolha e livre arbítrio tanto quando fatalidade na história que se repete, indefinidamente porque não aprendemos a lição… Fátua / destino despótico, ou caminho aquilo que “já está escrito“. Outra pergunta colada: existe reencarnação?  A vida é este minuto e depois o nada? Existe outro planeta habitado? Existe Deus, posso ponderar / ou o mundo / o cosmos ou sou eu que escolho caminho/ atalho ou desvio? E até que ponto minha escolha humana é / foi / será limitada e consequente? O suicídio traz uma resposta? A reza fervorosa e a piedade me salva?Perguntas  difíceis, inóspitas e complicadas. Acredito que posso lutar conscientemente e decidir. Até onde sou consciente… Até ao ponto que conheço / assumo o Livre Arbítrio. Em que situação real tenho escolha, ou a decisão com todo o poder do que chamo Livre – Arbítrio? Resposta final. Não sei.

Tenho um tempo de vida / de espaço a ser vivido e muitas vezes virado do avesso, estranho e perigoso.  Edu, muitas vezes, a soma desta inquietude e explicações confusas chega com o descaso ao Planeta, descaso com as estrelas, com outros mundos, com nossa própria vida… Dos 50 anos que nos conhecemos, quais foram nossas pedras marcadas, e quais as escolhidas, e quantas não conseguirmos sequer levantar com as mãos, nem caminhar sobre ela? A resposta se dilui no cosmos.

Revirada Terra de Sonhos, revirada inteligência, reviradas expectativas. E se penso  a velha Inglaterra instável nas sua controvérsia ( minha ignorância), e pergunto, o que há por trás da riqueza americana (que desconheço)? Não sei. Não há nada. Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2019 – Torres

A liberdade, a democracia, o trabalho, o engenho inventivo, a perseverança, tudo é para obter – o quê? A felicidade nesta vida, a salvação na outra, o bem, a verdade, a sabedoria, o amor? Os fins últimos, que são os que de verdade contam, porque são os que dão sentido à nossa vida, não surgem no horizonte dos Estados Unidos. Existem, mas são de domínio privado. As perguntas e as respostas sobre a vida e o seu sentido, a morte e outra vida, confiscadas tradicionalmente pelas Igrejas e Estados, foram assuntos de domínio público. A grande novidade histórica dos Estados Unidos consiste em tentar devolvê -las à vida íntima de cada um. […] O bem comum não consiste em uma finalidade coletiva ou meta-histórica, mas na coexistência harmoniosa dos fins individuais.” (p.45-46) Octávio Paz Tempo Nublado

Estranhos caminhos ando/caminho, como posso eu saber se tenho absoluta liberdade de ir / ficar / voltar e decidir, modificar ou até melhorar o meu canteiro de begônias? Se nunca visitei o mundo com meus olhos, minhas percepções, apenas divago… Limitado / pequeno e inquietante ser humano  este que se movimenta no planeta. Penso. Nada sei meu amigo, fico a tatear, a testar meus limites. Até meus amados. Fica o meu obrigada registrado por deixares  tua /minha palavra se misturarem e agitar o nosso círculo, nossa energia.

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