Fale com ela

Conversar / dizer / e falar, falar e falar. A história que ia te contar tem a simbologia deste filme: tenho dificuldade de contar. A estranheza das histórias de amor. Perder, mas jogar, jogar e competir e seduzir. É preciso arriscar a perder. Os atletas sabem / tem conhecimento da vida, do prazer. Da derrota da resiliência. O jogo.  Apreendem / sabem observar… Este olhar conversa, não descansa, e se move o tempo todo. Há diversas maneiras / formas de acordar para viver, adormecer para se deixar morrer. O estremecimento do amor acorda. Também nos adormece e arranca um pedaço da alma, ou ela inteira: sobrevivemos. Não importa o tempo real, se anos, meses e se foi apenas um agora. A escolha define, talvez, mas a escolha não tem lógica. Pode ser o toque / o desejo / a indiferença.

Gosto de dizer, ou de pensar: não escolho, assumo a dianteira, reajo, mas não escolho. A vida me escolheu, ou me fez equivocada, ou sou eu a me equivocar? Não sei…  Não há decisão. Há destino. Aperfeiçoamento. Sinto.  Uma vez eu te disse que estávamos, tu e eu, blindados. Circunstâncias. Podia ter sido diferente. Sei do teu coração, sabes do meu. E não definimos nada estando perto, tão perto! Nunca nos encontramos. E o que encontramos significa. A história que ia te contar tem um fim inusitado. Uma amiga me disse que eu era o Benigno. Não posso de  sempre este paralelo quando penso no que aconteceu. Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2019 – Torres, quase chegando… Um dia vou entender. E tenho São Paulo, o Rio de Janeiro e Recife, e ainda um monte de lágrimas.

O filme FALE COM ELA, com roteiro e direção de Pedro Almodóvar, foi produzido em 2002. Os principais atores e seus personagens são Javier Câmara, como Benigno Martin, Darío Grandinetti como Marco, Leonor Watling como Alícia Roncero, Rosario Flores como Lydia e Geraldine Chaplin como Katerina Bilova.

Depois que tudo ou nada ou o tanto aconteceu viajei para Pernambuco – já estava na agenda, conheci Recife e a Oficina de Francisco Brennand, e a vida seguiu para o lugar que tinha que seguir, e o que se apagou não morreu, queimei palavras, voltei a falar e a viagem foi inesquecível, Luiza fotografou. Senti tudo outra vez, mas cheia de medo, inventando fantasiando, e tu estavas do outro lado. Tocar no real, apalpar, acelerar, ou acreditar de verdade pode ser perigoso! E pessoas importantes / definitivas e reais chegaram perto. Senti o abraço. E aquietei.

2 comentários sobre “Fale com ela

  1. Chorei…
    Muito tocante. Acho que fui escolhida a amar a sentir…só sei me entregar e acreditar. Desejar e sem mais porque o certo vira incerto. O mundo dá volta e revira a gente.

  2. Perfeito! Nem todas as pessoas são escolhidas! Amar é dos sentimentos mais complicados e intensos que temos, e nada fácil! E nunca se sabe do definitivo. Há que ser honesto e de cabeça…

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