sua/tua passagem

Registro digital. Ao mesmo tempo que escrevo, desapareço. As palavras são o falso limite, e não consigo te prender nelas. Do caminho foges decidido. Resiliente. Escorregadio. Não consigo me aproximar. Se penso na tua generosidade, penso no meu jeito avoado de ser. Distraída, sim. Também eu escorregadia… Beth Mattos

“[…]: o tempo não se importa com o que acontece em seu transcurso – o mesmo se diz do espaço em relação às coisas que o ocupam -; sua passagem implica movimento, e ele só tem sentido, é lógico, em relação às pessoas, tal como se diz na teoria das catástrofes: só há catástrofe quando há sobreviventes. A história implica algum tipo de registro e, desde logo, narrativa.”[…]

O fato de estarmos em busca da verdade não implica que estejamos de braços dados com ela, como alguma ciência poderia querer supor, não implica que a tenhamos conseguido, pelo menos de uma vez por todas; tampouco implica que tenhamos desistido dela, pois ‘a verdade é um valor que responde à incerteza‘(Lacan): nós a buscamos como quem busca alguma segurança. A busca da verdade anima historicamente o homem.” (p.205) Luiz-Olyntho Telles da Silva Freud/Lacan O Desvelamento do Sujeito

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