VOAR / no balão

VOAR / no balão, passei estes anos a voar. Difícil explicar. A ideia parece exata, entre nuvens. Voar, olhar de enorme pequena distância, ou perto sem poder tocar. Esta meninice segue dentro de mim: o bebê silencioso. Atento aos ruídos da casa, sem dizer no choro, arregalado. Jeito de estar na vida. Desta atitude, desta forma moldada pela casa movimentada, e o jogo das irmãs, na convivência com avó e depois a tia, cresci. Moldada para ser arredia, desconfiada e atenta, diria medrosa. Qualquer erro pode ser catastrófico. Agradar, conquistar, fazer a jogo: colorir. Eu posso ser em preto e branco, o mais, no entanto iluminado papel colorido e brilhante. Vibra, e se move na beleza o que me cerca. Beleza detalhe, absoluta. Cresci tentando / imaginando como seria poder tocar e estar dentro / integrada neste mundo…   Apenas espiava: o colorido festivo e musical mundo. Na força deste esforço, prevenida e cautelosa apreendi a ser eu comigo mesma: alegre, disposta e pronta embora solitária. Saudade indefinida de uma coisa / um alguém que ainda não encontrei. Procuro. Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2019

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