memória distraída

Trancada/presa/amarrada ou desanimada. Escrever remédio, ou exercício, ou vício. Não sei. Escavar a memória, descascar, procurar, resolver equações, abonar ou dividir entre bom e ruim, não sei. Estou lenta! Busco respostas. Memória distraída!

Pois eu considero nossa memória um elemento que não conserva casualmente um ou perde outro, mas sim uma força que ordena cientemente e exclui com sabedoria. Tudo o que esquecemos de nossas próprias vidas, na verdade, já foi sentenciado a ser esquecido há muito tempo por um instinto interior.

Sentenciar, um bom verbo. Penso sentimentos brinquedos. Casacos, sapatos, bibelôs, claro! Livros e livros, fotografias, diários e tantas cartas… Seguro com as duas mãos esta memória. Voz sorriso doçura alegre, fitas coloridas! Cansada de tanto correr! Estou a sentenciar o silêncio? Elizabeth M.B. Mattos – agosto de 2019 – Torrestrico livros e buganvílea

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