brincadeira sem graça

Convulsão, ou verdade ou ilusão, ou brincadeira sem graça. Vida de envelhecer, de esquecer ou entristecer. Fui ver o mar, lindo! Aberto! Perfumado, inquieto! Barulhento. Colorido. Meu. O frio não permite chegar mais perto, venta. Volto para dento de casa, aproveito o calor e o fogo forte das lareiras e do fogão à lenha que a casa da Ana tem. Cozinhamos o pinhão e o feijão do jeito que tem que ser feito. Faltaram os pães e as geleias açucaradas da Maria. Mais acalmada na paz caminhei pela cidade. Sem mar é feio, ou melhor, desfeito. Que bicho mais louco é o homem! Depredador, nocivo, cruel. O mar lá estava, no fundo, e as pedras. O bonito. Ilha dos Lobos. Lagoa do Violão, coitada! Poluída! Rio Mampituba mágico. Daquele lado eu gosto. O cheiro, outro e os barcos bonitos / lindos. Pescadores genuínos. Magia à margem do rio, encantamento. Posso me deixar ficar até o entardecer olhando o rio que desemboca no mar, ou o mar festivo em conversa de explodir risos. Se ainda pudesse fazer grandes caminhadas viria outras manhãs visitar o rio, e me despedir das dunas, e olhar, olhar o namoro do rio com o mar.  Elizabeth M.B. Mattos – agosto de 2019 – Torres

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