venta e esfriou…

Pequena caminhada, venta.

Feijão farofa e aipim. Água e pensamento brotando…

Música do rádio. Não abri o livro. Espiada no celular. Pequena conversa aqui, outra resposta.

Roupa lavada e passada. E o tempo gira. Alegre. Volto no tempo da vida nada resolvida, pendente.

Crianças pequenas e controle severo/fechado dos meus pais. Eles seguraram firme naquele período de tanta juventude e turbulência e separação. E os verões em Torres. Uma tampa na fervura. Neste caso a palavra mimada funciona. Não gosto, admito. Tu me instigas. Não foi mimo, mas resposta da vida. Aquela fantasia não era minha, nem o faz de conta, nada me pertencia. Demorei para crescer (Cresci? Não sei), ou para entender a vigilância, a redoma. Conservei o selvagem: cheio de ervas daninhas. Das particularidades? Muitas. Na história errada, casar cedo, sequei o lacrimejar do noivado desfeito com leituras e leituras. E o trabalho com Célia Ribeiro, a televisão, o jornal. A Revista do Globo, eu me empenhei ué! Convicções fortes e ruidosas. Fui ao Rio de Janeiro, Geraldo e eu nos reencontramos, e não voltei mais, casamos naquele verão. Na contramão de todos os verões. E nos separamos com a mesma rapidez. Não teria voltado se tivesse independência, mas dependia de pai e de mãe, eles decidiram. Abandonei o Colégio da Providência onde trabalhava, verdade. Foi o medo, não a facilidade, mas o medo. De volta, noutro verão conheço o Jorge, e com a mesma rapidez, casamos. E a nossa Luiza nasceu oito anos depois. Desta vez eu já trabalhava no Estado. A separação me trouxe para Torres. Uma casa (o pai e a mãe já tinham morrido). Eu era eu. Gosto de lembrar desta história. Ana Maria na Alemanha, Pedro no Rio de Janeiro. Joana segurou a tristeza de sair de Santa Cruz do Sul. Luiza pequena. Trabalhei naquele verão no Bazar Praiano, as escolas me receberam, e logo a Joice Carniel, amiga e colega na E.E. Marcílio Dias abriu o horizonte Ulbra. Sou torrense. E os veraneios terminaram… Elizabeth M.B. Mattos – outubro de 2019 – Torres.

com um cachorro muito linda

Curiosidades pessoais:

Geraldo casou pela segunda vez, foi feliz. Morreu em 2014.

Jorge já tinha dois filhos do primeiro casamento (longo casamento).  Formamos um time: os teus, os meus e a nossa. Casamos em Santa Cruz do Sul com direito a festa e bolo de dois andares (presente da Lorena). Atualmente, casado. Mora em Santa Cruz do Sul. Dos dois eu me divorciei. E depois… Depois amores amados. Hoje vivo sozinha.

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