instinto de liberdade Yukio Mishima

O real, o histórico, o evidente me atrapalha, assim saio do contemporâneo, e me envolvo com oriente oriental, esqueço Macau…  Tramas apaixonadas: entrelinhas do ontem se esticam preguiçosas. Sem tempo, desespero, vou na emoção. Beth Mattos

Se os dois tivessem realmente se apaixonado naquela manhã de neve como poderiam suportar um dia sequer sem se encontrarem, nem que fosse por um ou dois minutos? Nada poderia ser mais lógico.[…] Por mais estranho que pareça, os que vivem só para suas emoções, como uma bandeira obedecendo a brisa, necessitam de um modo de vida que os torna esquivos ao curso natural dos acontecimentos uma vez que isso implica em ser de todo subserviente à natureza. A vida das emoções detesta restrições de qualquer origem e assim, por ironia, acaba por agrilhoar o próprio instinto de liberdade.” (p.108) Yukio   Mishima Neve de Primavera – Mar da Fertilidade Volume I

Marguerite Yourcenar escreve sobre  Mishima ou A visão do Vazio, em se tratando da avó: “A esse contato precoce com uma alma e um corpo doentes, talvez, ele tenha devido, lição essencial, sua primeira impressão sobre a estranheza das coisas. Mas, acima de tudo, ele lhe deveu a experiência de ser, de forma ciumenta e insana, amado, e de responder a esse grande amor. Aos oito anos eu tinha uma namorada de sessenta anos”, tal começo representa ganho de tempo.” (p.20)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s