sem história

Tinham um jeito particular de sentir e sublinhar o tempo, mesmo confinadas, dividindo um pedaço de pão, e ou bebendo café preto, ou leite com chocolate. Às vezes era explícito, fácil, mas escolher o filme poderia ser atrito. A hora de lavar a roupa, ou passar, o tempo de ficar conversando na sala principal, os programas na televisão. Digamos que Mara poderia ficar um dia inteiro sem acompanhar as notícias, Lúcia fazia questão de saber do seriado. O tempo da noite corria solto com seu bom hábito de dormir tarde. Antes de duas horas da manhã impossível. Ao lado da cama uma torre de livros selecionados / a dificuldade para vencer estranhos temas impunham disciplina. Pouco costumada a dar explicações, ou abrir a coragem de querer ou não querer. Livre das decisões apressadas ou impulsivas, não era possível explicar como seria aquela semana… Não se apressavam, o tempo sim, engolia os dias.

– Vais ao cinema na quarta -feira? Pergunta Lúcia. Vou me organizar, responde Mara, mas acho que quinta feira também pode ser um bom dia, Celso pensou em fazer uma visita, não sei se daremos contas de todos os acertos, do projeto. Eu o convido. Mas se esta semana se agitar demais, não vou. Irei na outra, sozinha, numa sessão mais cedo. Quero passar a tarde conversando, bebericando chá, talvez faça um bolo. Queres sair conosco? (inacabado) Beth Mattos – 2019

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