nove de nove na casa duzentos e vinte e nove com o telefone dois quatro sete nove num dia nove de fevereiro

image mais nítidaTento usar o sistema, atrapalhada. Noite sem dormir. Cedo caminho até a praça. Chuva miúda. Preciso de uma xícara de café. Noite branca. Agitada na imobilidade exigida/posta e assustada… Há cinquenta e dois anos atrás eu estava me casando com Geraldo na Igreja São José em Porto Alegre. Um dia de verão quente. Muito, muito, muito quente. Persigo o número 9 nesta matemática de infinito. (09/02/2020 07:13:43)

No mesmo dia viríamos para Torres. Lembro da nossa juventude. Esticar os lençóis e arrumar o tempo de ser marido e mulher. A ideia do para sempre e sempre…  Casamento de verão! Fora do lugar. Sabíamos inventar, inverter e ser apenas a vontade da urgência, a nossa.

A fugir e a me esconder da sombra. Escamoteio pensamento. Perco o rumo. Atrapalhada no viés. Ser eu comigo… Emaranhado de sol sem sombra, com frescor de primavera.  Ou verão tão e tão completamente escondido noutro verão. Todos os velhos aparelhos eletrônicos obsoletos me fazem falta. Não me renovo. Esta noite eu senti frio. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2020 Torres

Sombrio e lento… Tomaria uma xícara de chá com uma enorme fatia de bolo de chocolate, ou bolo de laranja. Ou uma xícara de café com torradas e mel. Ou sou eu a tricotar e a esperar o inverno. Onde estarás? Estou.

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