de volta

Tenho livros de Simenon, ontem eu me reencontrei com  Ainda Existem Aveleiras. Já tarde, sem sono, depois de uma conversa comprida com J. abri o livro:” Naquela manhã, sentia -me eu mais ou menos feliz do que nos outros dias? Não tenho ideia e a palavra felicidade já não faz muito sentido para um homem de setenta e quadro anos.” (p.7) E não não consegui parar. Gostei muito e muito do livro nos anos 80, e dei de presente para a mãe, ela fez uma dedicatória para o pai, e ficou na biblioteca torrense deles como os livros do verão, George Simenon. Eu o guardei. Não. Claro que não pensei que o releria. Tantas leituras interrompidas, em fileiras, em espera e… Eu reli. Estou nas últimas páginas tomada de prazer. Interrompo para escrever. E a cada parágrafo sinto o interesse e a volta. E vou até o apartamento com “o carpete bege”, o aspirador sendo passado, a xícara de café preto. A descrição do apartamento me trouxe a casa da Vitor Hugo, o pai e a mãe, o espírito, e a certeza de que somos este pedacinho de passado resistindo… Tanto tempo para entender a essência!Estou com o hábito de anotar as idades dos personagens e vou a me arrastar atrás das impressões velhas, usadas de uma vida, e ao mesmo tempo, esfarrapadas porque envelhecidas. Céus! Ainda somos os mesmos, Como nossos pais, como diria Belchior na canção… Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2020

https://www.letras.mus.br/belchior/44451/#album:20-supersucessos-2004

 

 

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