azula o céu

Venta no verão. Atrasa a estação, atrasa a vida, atrasa o amor amado, envelheço. Venta tanto! Depois azula o  céu para amanhecer. Li tua carta transferindo os trabalhos para janeiro… Lá os projetos voltarão robustos e alegres, os meus se perdem. Sim, a cada passo um sorriso.  Abraço. Afagos também se esvaziam.

Tu sabes a magia. E outro novo jeito de fazer… O estranho, meu amigo, ser sempre o mesmo peso, o incerto passo de aprendiz… No teu caso, voltas, chegas, refazes, reviras o tempo inquieto, como marinheiro em alto mar! Vão e voltam…, entre os muros  do castelo. Eu te digo, teremos sol. Teremos luz e margaridas no campo. Olha! Não há beleza maior… E eu posso te amar e tu me abraças. Depois desapareces, eu fico a te esperar porque nós, as mulheres, embalamos os filhos. Nos Contos de Fadas era assim, em todas as histórias. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2020 – Torres

 

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