a casa

Costumo pensar nesta casa como sendo um barco. Um velho navio a vapor cortando a custo o rio lamacento. A floresta imensa. A noite em volta. E os livros…, estão cheios de vozes. Eu espero uma carta, um tempo de ancorar. Há de conter teu amor, revelações, e sustos, talvez o medo que por estes dias as pessoas transpiram, respiram. Abro tua carta, e logo vou para casa. E lembro o passado. o nosso. Tão carentes de um bom passado andamos nós todos, e em particular aqueles que por esta triste pátria nos desgovernam, governando – se. Obrigada por estares comigo na lembrança da rua Vitor Hugo, 229 – Petrópolis da infância e juventude. Beth Mattos – abril de 2020

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