sem fantasmas

Preciso me assustar com o medo. Gostei do lugar, o novo desta velha casa me agrada, e terei um espaço mental maior, aberto. Penso, o restrito e apertado quintal me encanta. As venezianas amarelas. E as duas roseiras heroicas, vou colocar verde entre as lajotas. E  logo o cinamomo florido espantará meus sustos. Gosto destas mudanças, destes ares encerados, limpos e do aspaço da sala, dos quartos vazios porque o desfazer me deu vigor, energia. É este mínimo que me traz o máximo. Vou desencaixotar os livros devagar porque a rede e as leituras vão amortecer o pânico. Eu me mudei sem fantasmas. Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2020 – Torres

 

 

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