infindável

mesa um linda

Escuto rádio. Gosto. Notícia e música. Logo eu me irrito. As cações deveriam ser poemas musicais, não são. Lamúrias. E eu  me pergunto, por que amar quem não nos quer? Parece apenas incoerência!  Saudade infindável. Lamento o beijo esquecido no topo da escada…
Esquisito pensar tempo. Dois anos nos dividem: anos cheios de resiliência. Acumulei palavra. Sentimento dependente, o meu, do teu. Provei tua sólida decisão. Perdi rumo e desviei devaneio. Estacionei no teu poder. “Saudável e inteligente”. Céus! Como sou frágil! Teu magnetismo se acomoda, justamente, nesta economia de voltas. És direto. Eu posso, ainda, ficar encabulada do outro lado da tela, da mesa, do travesseiro. Entrei em todos os teus devaneios e fantasias. De olhos fechados. Num prazer grandão. Minhas pequenas lembranças amorosas se espicaçaram… Rimos juntos, desvendamos o prazer pelo prazer, cheio de palavras, também com enorme silêncio e um amontoado de segredos. Claro, atravessamos as conveniências. Nunca estive tão abraçada e consciente. Vamos precisar de umas duas vidas, ou três para que eu possa passear livre pelos teus sonhos e  tu possas aprisionar os meus entre canteiros de rosas e  jasmineiros. Vou me embriagar nas tuas qualidades de fazer. Perfumada casa de alegria esta morada de amor. Pelo gramado, descalços, estaremos  exaustos e felizes. Todas as luas serão nossas. Será que uma noite nos basta?  Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2020 – Torres

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