deste agosto desgosto

O frio dá uma fome danada, acordo cedo e sinto frio. Café, chocolate, pão com manteiga. Penso num pedaço de bolo recheado! Huhmm! Vou comer bastante e volto para as cobertas. Espio o amanhecer. Que dia bem danado de lindo foi fazer hoje, no meio deste agosto gelado! Em Cambará do Sul nevou. Vou sair. Céus! Que frio! Apresso o passo, meia volta, volto a te pensar. Arrepio por dentro, e me deslumbro com esta manhã transparente, tão clara! É o sol. Não é tão cedo assim… Dormi demais. Fome outra vez. Vou acertar o dia assistir um filme! Canadá, ao menos francês. Está quentinho aqui dentro. Detestei o filme. Voltou a fome. Que bom escutar três vezes Champagne com Peppino de Capri: lembras?! O italiano, e o tempo. Vou a pensar, não consegui me fazer eu, não nos encontrar na vida/no tempo de gente grande, ou nos misturamos tanto um no outro, eu medrosa. Lembro teu carro vermelho, tua alegria. Sinto saudades tuas: estás a rir. Saudade dos meninos que fomos! Tínhamos treze, ou quatorze anos, ou nem sei quando foi o primeiro verão! Ou doze anos! Meninos. Tempo das quermesses! E tu adoravas as máquinas! Eu a me fazer de gente grande! Fiz tudo errado…, ou certo. Ou o que importa agora! Bavardage! Estou enfiada na tua história e tu és o meu enredo. Beth Mattos – agosto de 2020 – Torres

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