encolher

O fogo. A chuva e a beleza: somos nós. É o gosto do amor: festa, abraços. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada…

Escolher, não encolher… Envelheço e vou diminuindo, mas, simultaneamente, me agito poderosa: sentimento, ridiculamente enorme/grande/ poderoso me devolve o mundo a ser reconhecido: o beijo, a audácia, a fantasia, e tua imagem volta para dentro da saudade. A tua alegria e a minha alegria se misturam. Saber Impotente riso. Não dizemos nada. E num repente eu quero amor, teu olhar, quero escutar o violão, e tua música. Ouvir tua voz a cuidar dos cães. Bebemos juntos o chá colorido deste setembro. Vamos ter flores todos os dias, e rir/chorar/falar/ e ler a música. Feliz porque me olhas! E eu te vejo entregue, estás aí a te perguntar: por quê? Por que não dançamos, por que não somos nós? É a droga deste tempo que engole os dias. Não importa o tempo, nestes minutos, nestas horas, somos nós… Dois dias de festa e gala: foguetes e flores! Sol e vento, a chuva voltando. E eu feliz, se posso ser assim borbulhante e feliz, podes me abraçar. E ficamos, por um minuto, apenas nós dois. Eu te acho tão lindo! Poderoso! E hoje fazemos juntos o almoço, cuidamos da casa, e depois, nos sentamos de mãos dadas a ver o novo filme. E já dormes. Busco a coberta. Abres os olhos. O jogo vai começar, e te animas enquanto eu cochilo! Elizabeth M.B. Mattos – setembro 2020 – Torres

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