Clave de sol

Recorto a lembrança e colo figuras coloridas. Imagens em branco e preto. Desenhos. Uso boa tesoura, cola e imaginação. Tenho a história toda. Colo no caderno de capa amarela. Abro o fichário escolar, aquele com repartições a identificar matérias e professores: neste um vaso com flores e também xícaras, no outro duas bonecas de pana, sentadas numa gaveta: na foto aparecem as camisetas dobradas de tal forma! Milimétrico. Naquele recorte um urso branco, enorme. Algumas folhas brancas, perfeitas para matemática. Logo me distraio e vou colorindo os quadradinhos. Ah! Os pincéis molhados, um quadro inacabado. Estas folhas quadriculadas cheias de uma matemática imaginada. Sigo a folhear as revistas. Recortar, colar.  Todos os dias, repasso aulas de história, culinária e geometria. Também ciências. O risco dos bordados e latim, um pouco de inglês com letras desenhadas. Escrevo. Identifico cores. É o tempo desmaiado a cantar. Solfejo. Clave de sol. Identifico. Dó Ré MI FÁ SOL LÁ na musical memória. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2020 – Torres

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