desordem

Uma palavra explica: desordem… Preciso de vocabulário, e certeza para reorganizar tua expressão, e redefinir. A lógica do distanciamento. Caminho pelos desvios -, incerteza esquisita. Por que acreditei em desenfreado desejo?

A casa perfeita. Escolheste a certa. Pintei as venezianos de cinza, e a porta azul escuro. A varanda, suficientemente larga para as redes, vais gostar. Os cães se acomodaram na fresca dos cinamomos. E as hortênsias começam a florir. Encerei as taboas. Lustrei, numa dança arrastada, toda a madeira. Gosto do cheiro/perfume. Os livro, nas caixas, organizados. As estantes, prontas amanhã. Desta vez, no quarto maior, a biblioteca. Eu te contei da escada de quatro degraus?

Na sala a mesa grande já te espera: papel, lápis, tintas, pincéis E vários recipientes para água, como se fosse um laboratório. Uma porcelana chinesa.

Eu mesma cortei a grama. Podes imaginar o exercício. Não sei por que escrevo estas coisas, suponho que a tua curiosidade transita pela distração, (não pensas em mim como eu penso em ti) Não tens planos.

As fotos chegaram? Estou com os cabelos brancos, sorridente. Encontrei o bom ângulo da alegria. Se aproximares verás o tempo! Sabes o que penso? Uma bobagem este modismo de encher os bolsos do tempo com queixas, exclamações, mas eu não escapo. Fico aquarelando nuvens e vento. Estou a marchar, cega em direção da tal esquisita felicidade. Ontem eu chorei. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2020 – Torres

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