privação

Demorei para encontrar o estado pacífico de ser eu…Demorei para ter mínimas certezas, sair da angustia da privação para me debruçar em pequenas certezas confortáveis! Às vezes, tristonhas, mas são minhas. Por que não posso reinventar aquela alegria, agarrar confiança, fazer um projeto? Estou vulnerável. Não consigo me surpreender. Sentimento contraditório, história inacabada, sem resposta… Estou a sentir falta de sorriso, de alegria sem dor, apenas leveza… De sono inteiro. Não sei explicar o que me falta! Os buracos da alma parecem maiores do que realmente são, e insondáveis. Tenho histórias completas: pessoas se movimentam… As palavras conversam, e se enfiam no misterioso silêncio, nas caixas catalogadas, empilhadas. (E eu, sem coragem de destampá-las).

Curiosidade: descobri uma flor muito linda, exibida e perfeita…, logo arrancaram… É assim, há que ter posse: poder do para sempre, posse. Elizabeth M.B. Mattos – outubro de 2020 – Torres – Quero perfume. Velas, toca disco para os velhos, velhos discos de vinil: movimento do tempo. E também chuva forte e sol quente.

a beleza tem dono certo, posse, e o tempo de olhar/ver/ ‘prazerar’ um agora meteórico

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