A beleza pode ser um peso no tempo de terminar, morrer/ fazer a passagem / terminar o contrato. Ninguém envelhece bonito. Envelhecemos. Ponto final, um limite. Um enfrentamento. Sim. Posso guardar alegria, coragem, orgulho, determinação. Mas a verdade simples e cruel, duríssima e certa/igual, envelheço. Bom, quem sabe ter saúde alegra / ameniza o envelhecer: tranquiliza e dá independência… Não importa, envelheço. Os detalhes deste envelhecer no olhar embaciado dos filhos apressados. Sim. A cada um dia, dois ou três vida  fica menos viver. A cada um seu encantamento, mas sua arrastada despedida. Nada substituí a energia vital de ser pessoa. Não apenas mãe,  nem avó,  nem tia, nem querida ou boa amiga. Envelhecer é  mesmo um ponto final. O ideal, talvez seja/é o temperamento distraído de respirar. Sem fotos. Sem espelho. questionamentos. Sem conclusões. Uma droga esta coisa terminal de envelhecer, esta é a questão. É terminal. Bom não podemos ser eternos. Talvez resolva pensar, ou ter palavra. Ou ter lembrança  ou ter passado…Ou chegar no alto de produzir, do fazer. E a beleza se empacota sozinha, com autonomia. Ou se coloca na terra para brotar.  Flores embelezam. Perfumam e… Elizabeth M.B. Mattos – novembro de 2020 – Torres

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