ansiosa e perversa

Atordoada com tuas palavras, teu recuo, tuas incertezas cravadas/enfiadas na caverna. Outra vida, sempre outra vida, e não se pode dividir, desnudar. Sabes o que acontece? O impossível possível encontro fora do lugar, atrapalhado no tempo, encolhe. Tudo perder.  O teu desejo, ou o meu desejo se espatifa/esfarela na quimera/no sonho. Já não lustro nem encero o assoalho, não lavo todos os copos, nem surpreendo a casa com flores. Sentimento asfixiado na ansiosa e perversa agonia de esperar. Elizabeth M.B. Mattos – novembro de 2020 – Torres

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