na mesa

Quando o sono chega, enorme, avassalador: palavras, objetos e pessoas se encolhem… Os três pontos russos como soldados de guerra vencida, obedientes, voltam às caixas empilhadas em cima da cômoda. Roupas na cadeira, brinquedos pelo tapete, cortinas entreabertas, e o cheiro de Natal invade o quarto: atravessa a ponte iluminada da Lagoa do Violão.

Na mesa, espalhados meus sonhos. Desarrumados, empilhados meio aos pratos, copos, travessas e bandejas. Revoltados saltaram dos armários, vieram se exibir. Deixei todos por lá, desarrumados. Ontem dormi tarde, numa novidade colorida. O bolo e o chá ficaram surpresos… Elizabeth M.B. Mattos – novembro de 2020 – Torres

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