medo assusta

Estou toda errada, estou toda perdida, assustada. Também indefinida. A chuva trouxe/deu alívio, prazer. Onde está a barreira? Preciso saltar. Não aconteceu nada, eu foi tanto! Fragilidade, o repente de um instante entre o medo e a coragem, o jeito estupefato/perdido e entregue. Sentimento de…, pois eu não sei descrever. Quero me livrar / jogar pra longe. Despejar, e não sai.  Aconteceu na terça-feira de manhã. Eu carregava um desalento qualquer, um cansaço e o rapaz percebeu. Depois o dia se agitou inteiro: derramei em tanto falar sem dizer. Dormir na quarta-feira. Agora uma insônia desajeitada. Inquieta. No celular as digitais. Da perda aquela luz de espiar e aquietar se desmancha. Jogo de paciência. Estou inquieta / agitada e… No espelho vejo uma coisa estranha sem semblante, opaca imagem fundo e dolorido. Procuro a dor e não vejo, não compreendo. E estou outra vez entregue e fraca e desajeitada sem saber… O que será mesmo que precisamos saber pra voltar a ter e ao dizer estar/ sim, estar aqui agora é preciso. Neste instante, neste agora o medo. Tão rápido! Talvez passe logo, compro celular novo… A mágica será o brinquedo. Vou esquecer. Eu vou voltar. Associações. Energias esquisitas / de certo preciso rezar. Elizabeth M.B. Mattos – dezembro de 2020 – Torres

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