bastariam flores

Basta dizer prometo que a vontade se dilui imediatamente, sei que não consigo manter, minimamente, a palavra. Menina contrariada e infeliz. Infelicidade, palavra chave da imaginação. Apenas pessoas infelizes chegam ao poder da mágica. As felizes sucumbem em bobice. Eu concordo. Eu posso. Eu farei. Estou disponível, mentiras grotescas.

Sala escrupulosamente limpa, clara e despida. Disponível. A mesa retangular ocupa o canto esquerdo, e a luz ilumina. Cadeira majestosa embora tenha rodas macias. O som do piano.

Flores, todas disponíveis, perfumam: rosas prevalecem, algumas em botões, outras abertas, cravos brancos com algumas ramas verdes. Cortinas vermelhas. O uso dos tons avermelhados e acastanhados definem…

Ao rever/revisitar os textos, rasgo, impetuosamente, e sem piedade. O passado não pode se impor. Branco hoje. Transparente hoje. Enorme vazio, majestoso hoje.

As calças de linho branco, a camiseta tem/é de um cinzento desmaiado. Paletó branco, ilumina. Claro! Os sapatos, mocassins cinzentos, não usa meias. Unhas bem cortadas.

Os olhos se inquietam. Sofá estampado, dois lugares, daqueles que se transformam em cama. Lustre gigantesco se exibe com vários andares de pequenas luzes acesas, desnecessárias, afinal, o sol está mesmo acomodado. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2021 – Torres

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