Flávio Flávio ou Flávio

Voar e pousar, voar. Deve existir rota, caminho, e a hora de chegar…, não tenho certeza. O nome Flávio não é o mais bonito, mas se desenha no imaginário, significativo: tem quase um rio no final, tem flâmulas e a vitória. Dá um nó cego nas histórias passadas, esquecidas. Misturado com narrativas descoladas/ coloridas… Impossível controlar, deixar de medir temperatura. O amor inesperado: afoga tudo. Joga no poço miudezas, deleta… Qualquer carinho dedicado a semente guardada, desnecessário… O vento traz de volta a mesma flor, o mesmo amor amado. Adormeço no silêncio.. Tão quieta! mas tão quieta mesmo, que é para sempre. Não ouço nada que não seja tua voz. Vou encolhendo mansa, sem reagir. Eu te amo. Entro no teu amor. Encolher nos braços amados do amado…Nunca antes esta energia: quero ser feliz. Aceitar a pessoa como ela é. Não tão magro como ele é, nem tão azuis são os olhos, sem ser verdes, são holofotes, os dele. O cabelo deveria ser loiro, claro, nunca castanho nem ralo. Os braços deveriam ser fortes, o corpo não magérrimo, mas aquele que vou beijar e abraçar. E as roupas seriam perfumadas. O corpo de tantos banhos de mar, de rio, das águas do meu corpo. Os sorrisos todos meus, sem nunca se aproximar de um telefone, nem teclar, nem ler, nem pensar, apenas me amar. Risco o nome de todas as outras mulheres e tenho o Flávio apenas para mim mesma, inteiro, completo. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2021 – Torres

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