
Não é o desejo o que permanece sempre IMPENSADO (o não pensado) no coração do pensamento? Desejo / pensamento / pedaço de uma memória qualquer memória, aquela… Afinal passamos mesmo a pensar pensamentos e pensar morte também. A pensar desejos de coração, de memória / ou inventar memória. E a inquietude da ausência traz de volta / arrasta tristeza pesada. É o teu medo, somado ao meu medo = vazio, uma soma infinita e desesperada. Depois rejeição, depois vazio outra vez, e outra rejeição. Estou procurando uma casa pequena para passar um ano pequeno e assim pintar o apartamento, acertar as luzes, e trocar os móveis, não sei. Quem sabe? encontrar o novo debaixo destes sessenta anos de uso, ou foram mais? Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2021 – Torres