pegadas de Gradiva

pitangueira a se derramar

[…] “fora para procurar as pegadas de Gradiva – e ‘pegadas’ no sentido literal, pois com aquele andar peculiar ela deveria ter deixado impressões inconfundíveis nas cinzas” (p.70)

Não é preciso que uma pessoa sofra de um delírio para se comportar de forma análoga. Ao contrário, uma pessoa, mesmo saudável, pode com frequência enganar – se quanto aos motivos de um ato, tomando consciência deles só depois do evento; para tanto é necessário que um conflito entre as diversas correntes de sentimentos crie as condições para tal confusão.” (p.71) Sigmund Freud Delírios e sonhos na Gradiva de Jensen – Editora Imago

Estranho pensamento se mistura a minha vida hoje (embora esta observação seja do dia 02 de setembro de 2007 / dentro do livro, como seguido eu faço, serve para meu hoje 2021…) Percorro o passado com a doçura de voltar a ele / reviver/ retomar/ rever. Por que não posso aceitar o inevitável, ou a perda. E os nomes se partem, mas não se apagam. Esta multiplicação é inacreditável! Livro pequeno, quase um parágrafo, em se tratando de Freud. Inacreditável o recorte! Eu me pergunto: o que estaria acontecendo em 2007 / e o que me acontece em 2021 / serão os mesmos fenômenos? […] “lembranças reprimidas se transformam em fantasias que poderão ser compreendidas erroneamente” (p63)

Gosto repassado de vida, do novo, quase simultâneo ao passado: perfuma a sala. Como faz calor! Deve estar escaldante onde o mar não está… Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro – Torres

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