Amarelinha

Cinzento / aquele vento mexido de frescor, um dia mal-humorado porque ainda cedo, acordou cedo, coisas assim. A calçada já povoada. Ninguém se importa muito de obstruir o caminho, e ou se amontoar conversando com o vírus. Talvez ele nem se importe. Tem tanta gente fazendo barulho, esperneando, gritando! É tanto estardalhaço sem ser Carnaval. Um desagrado de gente com gente, feito bonecos com outros bonecos. Não ter o que fazer fazendo então este remexido de dizer e achar solto, desgovernado, livre. Liberdade é mesmo uma boa palavra. Desenhei nas paredes do quaro, depois na sala, depois risquei Amarelinha na calçada, no lugar de céu, com giz azul, L I B E R D A D E! (Amarelinha ou “Jogo da Macaca” em Portugal é uma brincadeira popular entre crianças. A palavra “amarelinha” vem do francês marelle, que por adaptação popular ganhou a associação com amarelo e o sufixo diminutivo.) Google. Pulei de lá para cá muitas vezes, sem pensar idade, nem nas pernas cansadas. Ah! E como estou moída, sem energia, mastigada…Era tão fácil correr, fazer, brincar e pensar / contrariar / dar risada ou chorar de tristeza. Céus! Como ficou tudo tão difícil! Sentar, cruzar as pernas, beber o chá, palpitar. Uauuuu, só no palco. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2021 – Torres

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