a resposta

Não existe resposta. Perguntas se amontoam / não param. Mais perguntas, nenhuma resposta. Sossego zero, inquietude a transbordar. Respostas empilhadas, engavetadas, misturas. Perguntas / interrogações inúteis. Pausa e silêncio tropeçam nesta ventania. Corrida desabalada. Insano pensar. Não existe resposta. São tantas! Mudam a todo instante, elas se agitam estas respostas, ou se esquivam.

Eu me confundo com vírgulas, pausas, verbos complicados / difíceis de conjugar. Cuido o passo / vou devagar, mas eu me apresso, não adianta… Não sei se me parece trágico ou muito engraçado. Coisas de envelhecer. Envelhecer significa se aproximar. O novo, um novo velho conhecido, aquele passado que volta vez que outra. Ou sentir confuso… Arrepiar a alma, perder o sono, dormir demais.

O mar estava chocolate hoje. Pois é, justo hoje. Cada dia eternidade de superação. O mundo acelera confuso: imagens falantes / narrativas de tanto e tudo. Mal respiro. Recomeço a pisotear, cavar e umedecer, única forma de florir. Concentração de beleza / de técnica. Verdade e tragédia. Tudo… E qualquer pequena ilusão, palavra, ou aceno ou abraço se transforma em narrativa / romance ardente. Leitura / filme / confidencia, conversa. Tudo demais / muito / excesso / maior. Até a lágrima se transforma em temporal. Um sorriso transborda em felicidade! Excesso… Cuidado! Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2021 – Torres com vento / ventania outra vez.

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