meu querido,

As cidades se reconhecem pelo andar, como as pessoas. Abrindo os olhos, o recém-chegado deduziria o mesmo da vibração nas ruas, muito antes do que de qualquer detalhe típico. Ainda que fosse só imaginação, não importa. A supervalorização da pergunta: onde estou? vêm do tempo dos nômades, em que era preciso registrar os locais de pastagem.” […] Portanto, não se dê valor maior ao nome da cidade. Como todas as cidades grandes, era feia de irregularidade, mudança, avanço, passo desigual, choque de coisas e acontecimentos, e no meio disso tudo, pontos de silêncio, sem fundo, era feita de caminhos e descaminhos, de um grande pulsar rítmico e do eterno desencontro e dissonância de todos os ritmos, como uma bolha fervente pousada num recipiente feito de substâncias duradouras das casas, leis, ordens, tradições históricas. (p.9-10) Roberto Musil O Homem sem qualidade

Quero dormir e acordar num sonho: estaremos juntos, sem ansiedade: nesta pandemia, solidão, somos amantes. Não é incrível? Abraçados, misturados um no outro: tempo de benção, gratidão… Haverá um atalho, dois ou três e seremos nós. Voaremos, JMKCLXY. Quando eu me pergunto “Onde estou?” Sei que estou no teu sonho, e que tu estás no meu: abuso maravilhoso de beijar.

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