domingo de abril

Cinzento, fresco, sonoro, descansado domingo. Estou a preparar o ânimo: a polir este estranho humor, inventar o silêncio, domar a vontade e não sentir dor. Coisa lenta, elaborada resvala na manhã: promessa, desejo, ter tempo nos anos destes anos, nestes meses, nas semanas destes dias. Quero/desejo movimento, pessoas! Que aquela beleza pequena aconteça quando / enquanto faço isso e aquilo. A janela me invade. Mergulho no devaneio de estar/ter e despedir… Coisa aborrecida este dizer a esperar sentimento e vontade …e, coisas novas tão velhas! Encontrei uma mina de esmeraldas no fundo do jardim… Estou paralisada de encanto. Esmeraldas! O que vou fazer com elas? Esmeraldas! Vou pensar em opalinas e pérolas. Cristais brilhantes, lapidados. Rubis. Os jasmineiros perfumam a cerca e escondem o caminho, ah! meus jardineiros mágicos! Vou colher dálias, juntar em ramo as camélias. Para o almoço, teremos frutas, vinhos e queijos, e aquele pão com semente… A mesa no gramado. Nas cadeiras coloridas amarrei pequenas almofadas azuis. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2021 – Torres

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