sem restrições medievais

Então, assim, neste momento, embora não esteja completamente focada ou decidida; escrever preciso ‘viajar’ acerto. Fumar um cigarro. Beber um whisky e dizer com mais certeza. Solução ou fantasia viajar numa memória qualquer, grudar num nome que significou, mais ou menos, ou naqueles que serviram de escudo quando o amor/paixão tira tudo do lugar… A desordem não deve ser salutar, vamos logo encontrar bons biombos, e ajardinando tudo e organizando, deixar tudo adequado. Tudo é mesmo uma palavra reducionista covarde -, não existe tudo. Cada fatia de vida, novo vigor, poder! E aconteceu no susto. Se alojou nas pernas, não consigo caminhar… Não importa, ainda falo, escrevo, e penso. Não é assim que vivemos? Temos ancoras, e as ancoras firmam o navio: há que entender que estou em Amsterdã, não no Chile, nem cheguei a Noruega. Embora tenha passado meia dúzia de horas dentro de um avião, e rodado outras tantas horas, sentido o mar e tanto mar, está tudo igual. Cada bilhete uma bomba. Hoje abri um abacate verde! Que horror! Comi igual. Sou teimosa, mas se misturou nele um gosto estranho. Que o dia termine imediatamente, num clic de paz, e amanhã de manhã, vou caminhar sem cansar, e se não for bem cedo os balões não estarão no céu, (vou me revirar na cama) e Ônix não terá medo. Ler jornal é ótimo, mas tem um cheiro peculiar, enjoo. Tudo bem. Eu vou superar o meu desajuste. E pacificar. Ridícula adolescente que se expande… Há que ser séria minha amiga. Há que ser razoável.

– amar-se significa viver como quer, ser feliz, restrições medievais, nunca. Olhar e se perceber, ver / enxergar como se deseja ser vista…

– estou sem roupa, a passear pelo tempo, estranhando curvas, em excesso, certo menos, gostando de outros mais, e depois, eu me enfio nas cobertas. Sesta longa pesada, perfumada e dolorida (lençóis impecáveis, sempre). Dores pelo corpo, parece injustiça este doer desarrumado, escondo o jeito, acomodo. Esqueço. (risos) e como as frutas secas…

– este teu amigo que transa conversas de curvas, sexo, nudez ecoa de alegria pelos sinais de despertar a mulher adormecida que sempre existiu e parecia desistir de si mesma.(risos)

desistir. Céus! Eu desisto todos os dias, encolho o tempo, volto para o passado, fico farejando recompensa, escuto rádio, depois separo discos de vinil e os consertos de piano, ou de violino saem pelas janelas, troco as flores de lugar, e me tranco no teu abraço apertado, nos teus beijos encabulados, e me submeto…

vou devagar e me preencho nos sonhos. Apago o passado, fecho a porta do futuro e fico quieta, deliciada com o presente / este agora estremecido, mereço, olha como este mar parece infinito e lindo e grande, e completo…

– A propósito, tu e este teu secreto amigo devem transar qualquer dia. Vocês merecem!”

Ora, ora! Hora! Nossos segredos chaveados, engavetados, tantas risadas contidas, perto juntos e longe. Apagam – se as luzes e as sombras caminham, impossível controlar. Sim, vou anotar os detalhes, este vírus tirou/arrancou a memória do corpo tanta febre! Já amanhã… Ora, ora, hora, o que pensa que fazemos? Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2021 – Torres com o céu coberto de balões – os namorados voando e aos beijos

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