gosto do que gostas

Gosto do que gostas em mim: por isso te quero, e me entrego. Eu te gosto. Esse desejo cheio de voltas, incerto. Estar sem estar, compartilhar sem nada dividir… Eu me despejo em carícias. Longos silêncios ruidosos, e, medrosos. Se eu sei o que gostas, eu gosto. Nunca mais abrir enlatados / sempre o verdadeiro das parreiras, da horta, de nós dois. A lareira a queimar nós de pinho, a queimar. Os cães quietos, e este vento de inverno. Não, neste momento em que divido a sopa e os cogumelos salteados, eu gosto apenas de te gostar. E o vinho. E a preguiça… A chuva inverna no cinza. Eu me distraio, nem sei mais quem sou sou. Procuro meu contorno, Desenho o corpo com as mãos. Procuro o querer, eu quero/ eu gosto. Eu me confundo, eu me entrego: feitiço deste gozo e vou…

Rio sem nascente, correnteza, margem mansa… ElizaBeth Mattos – junho de 2021 – Torres

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