Gaston Bachelard – a imaginação inventa nova vida, novo espírito…

Resolvi fazer um novo casamento, aliás, estou neste casar / descasar incansável uma vida inteira. Estarrecida e maravilhada quando alguém conta/narra/descreve uma vida linear, bonita / com fissuras, claro, mas decididamente segue uma única estrada perfeita… jeito de ser / experiência positiva / caráter / personalidade: maravilha. Eu vou lá, faço recortes / sou feliz / felicíssima aqui e ali, choramingo outras horas, invento solidão e velhice para dar veracidade e sigo no meu Era uma vez… Contar história curtos, nestes repentes do Amoras parece ser a delícia do meu momento. Claro! Queria o concreto, mas vou assim mesmo a tentar no meio deste nevoeiro invernoso e destas notícias escandalosamente enlouquecidas de mentiras e verdades retorcidas…Céus! Em que terra/lugar/estrada ou caminho estou?

Então imaginação tem linha direta com ficção, Olha o que Umberto Eco acrescenta, claro, depois de ter lido Bachelard e muito mais, certamente: “A norma básica para se lidar com uma obra de ficção é a seguinte: o leitor precisa aceitar tacitamente um acordo ficcional, que Coleridge chamou de ‘suspensão da crença’. O leitor tem de saber que o que está sendo narrado é uma história imaginária, mas nem por isso deve pensar que o escritor está contando mentiras. De acordo com John Searle, o autor simplesmente finge dizer a verdade. Aceitamos o acordo ficcional e fingimos que o que é narrado de fato aconteceu.” (p.81) Umberto Eco / Seis passeios pelo bosque da ficção

Absolutamente pensável a questão: é real? não é real? possível ou impossível? e lá sigo na leitura, no texto, no dizer. Depois desdizer a brincar no bosque. Sensação de maravilhamento quanto comecei a pontar a vida/experiência da minha mãe, do meu pai, da minha tia, das minhas irmãs, num desenho incerto do meu mundo, cuidadosamente desenhado no meu agora feliz…Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2021 – Torres

Amei? Não amei? Encontrei o homem companheiro / amigo, o meu? Sei lá. Estou a tentar sublinhar todos os dias estas questões banais, objetivas (??!!!), escorrega a certeza, depois volta galopante e me diz, encontrarás…

A imaginação RENOVA – Toda poesia surpreende. Por essência ela, a poesia, surpreende a linguagem… fonte de vida.

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